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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Gritos Mudos, 11 anos depois

11 anos de Il Mister! O meu grito mudo durante algum tempo...
Parabéns, Companheiro!
A ver se matamos saudades...

"Neons vazios num excesso de consumo
Derramam cores pelas pedras do passeio
A cidade passa por nós adormecida
Esgotam-se as drogas p'ra sarar a grande ferida
Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga sem nenhuma razão
E o coração aperta-se e o estômago sobe à boca
Aquecem-nos os ouvidos com uma canção rouca
E o perigo é grande e a tensão enorme
Afinam-se os nervos até que tudo acorde
Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga sem nenhuma razão
E a noite avança, e esgotam-se as forças
Secam como o vinho que enchia as taças
E pára-se o carro num baldio qualquer
E juntam-se as bocas até morrer
Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga com toda a razão"

Gritos Mudos, por Xutos e Pontapés

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Chegou o Natal...

Que anúncio fantástico!

sábado, 31 de dezembro de 2016

2017

Desejo-vos um 2017 pleno de momentos extraordinários!

Não vai ser apenas «só mais um começo»...
«É que hoje eu sinto-me vivo
E seja porque motivo for
Porque motivo for
Porque motivo for»

Alea Jacta Est

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Praying for time

Que ano estranho este de 2016, que nos leva os ícones da juventude...
Bowie, Prince, Cohen e agora George Michael.
Só comecei a apreciar o trabalho deste último depois da fase Wham.
Recordo a sua presença na homenagem a Freddie Mercury e de pensar que seria eventualmente o substituto ideal para manter os Queen na ribalta. Não aconteceu.
E George Michael também acabou por se ir afastando dos holofotes depois das polémicas com a sua editora e de algumas aparições públicas menos politicamente correctas.

Hoje sabia que teria de procurar a música que estava ligada a um momento estúpido da minha vida... Fui atropelado a ouvir «Praying for time» e, apesar de estar a ouvir fones a culpa não foi minha :)
Adoro esta música e fica como recordação para (esperemos) fechar um ano, que teima em nos atropelar...

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Stop Crying Your Heart Out

Hold up
Hold on
Don't be scared
You'll never change what's been and gone

May your smile
Shine on
Don't be scared
Your destiny may keep you warm


Que o destino nos mantenha quentes...

Alea Jacta Est

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Magistral Einaudi

Tenho andado arredado da música... da verdadeira música... como de tanta outra coisa...
Há largos meses que tinha comprado bilhetes para o espectáculo de Ludovico Einaudi, desta vez no Coliseu. A quarta vez que assistiria a um espectáculo seu.
Porque se para uns, «haverá sempre Paris», para mim, «haverá sempre Einaudi»...
É incrível, como a sua música me faz tão bem!
Classifico-a como a banda sonora original da minha vida, apesar de apenas a ter descoberto em 2010...

O fim de tarde tornou-se mais nebuloso com a morte de Prince... um génio da música e do espectáculo, marcante a todos os níveis... apetecia-me parar o tempo, o mundo e não estar em concerto algum...

Com a entrada dos músicos, o negrume dissipa-se e sinto-me transportado para outra dimensão (como escrevia a Susana Brás Santos hoje de manhã)...
A cada música, a leveza aumenta e a intensidade também... pode fazer confusão a alguns, mas com Einaudi tenho pouca vontade de estar sentado... apetece-me dançar... mas infelizmente, só o posso fazer mentalmente...
Tanta música fantástica, tanto símbolo de infinito desenhado na minha cabeça... e apenas regresso ao Coliseu, quando alguns incautos teimam em abusar do flash para perpetuarem uma recordação... ou ainda quando Einaudi dirige umas palavras aos presentes, de agradecimento e de tributo a Prince.
Estava fechado o círculo que se tinha aberto a meio da tarde...

Seguem-se mais não sei quantas músicas... quero perpetuá-las todas...
Quero perpetuar aquele(s) momento(s)... mais um, e outro... de total êxtase com a grandiosidade daquele som...

Magníficos músicos, magistral Einaudi!
Bravo!

Obrigado uma vez mais!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Estímulo influencia e muito

Todo motivo te leva a querer
Todo querer te faz ter vontade
Toda vontade te faz ter impulso
Todo impulso sempre me estimula
Toda sequência tem uma rotina
Toda rotina te causa estrago
Todo estrago merece um conserto
Todo conserto te modifica

In Jogo do Contente, by Tulipa Ruiz

quinta-feira, 9 de abril de 2015

I'll Drown



Quantas vezes...?

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

3T - Cadeira Eléctrica

Hoje de manhã, ouvi esta música quando sorria de alegria por 3T
Sentia a energia... funcionava tudo por magia...

Acabas de me dizer que a alegria não passou de passageira...
Se calhar, é isso... si(e)nto-me na Cadeira Eléctrica e fico electrocutado...
Sabor a mel/fel...

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Vício... de ouvir



Se a mulher é um vício baby
Eu juro, faço qualquer sacrifício baby
Tenho aquela chama toda para po-la toda acesa o resto é fogo de artifício baby
Quando o momento é propício baby
Nós voltamos sempre ao início baby
Desfecho acontece e os textos que aparecem nas sms dizem:” miss you baby”

Ela é morena, tesuda
Serena mas raçuda
Abre caminho e quando passa à frente o vento muda
Parece que plana no nosso plano
Mas emana um cheiro profano

Elas querem, vício
Quero levá-la, para a cama

Ela é passado e futuro, aqui agora
Ela é carne, é terra e o mundo racha quando chora
Ela faz-te beijar, o chão que pisa
À procura de migalhas, o coração voa na brisa

Por isso eu, quero levá-la para longe
Viver loucuras e depois dizer grava o dia de hoje
E se por acaso ficares com ele a próxima vez quando nos virmos lembra-te como se passa um dia a dois
Ya, eu nunca me esqueci como tu danças
E acredita vamos parecer duas crianças
No dia em que eu comprar as duas alianças
E fazer de acreditar que a vida ainda tem mudanças
Vamos embora amor caga no outro
Fuck it baby, tatua Tiago no corpo
E agora de uma maneira ou de outra na tua intimidade vais ter sempre o diabo no corpo
Amor é tudo o que eu trago no corpo
Estás grávida dele eu pago o aborto
Mas se quiseres ter o puto também pago o comforto
E juro que sempre que estiveres em baixo, vou ajudar a compor-te
E juro que sempre que estiveres em baixo, vou ajudar a compor-te

Elas querem, vício
Quero levá-la, para a cama
Elas querem, vício
Quero levá-la, para a cama

Vício, by 5-30

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A redescobrir The Smiths

Lembrança de sábado recolhida na FNAC... Smiths remasterizados... que disco!


The lanes were silent
There was nothing, no one, nothing around for miles
I doused our friendly venture
With a hard-faced, 
three-word gesture

I started something, 
I forced you to a zone
And you were clearly 
never meant to go
Hair brushed and parted 
typical me, typical me, 
typical me
I started something 
...and now I'm not too sure

I grabbed you by guilded beams
Uh, that's what tradition means
And I doused another venture 
with a gesture
That was... absolutely vile

I started something, 
I forced you to a zone
And you were clearly 
never meant to go
Hair brushed and parted 
typical me, typical me, 
typical me
I started something 
...and now I'm not too sure

I grabbed you by guilded beams
Uh, that's what tradition means
And now eighteen months' hard labour
Seems... fair enough

I started something 
and I forced you to a zone
And you were clearly 
never meant to go
Hair brushed and parted 
typical me, typical me, 
typical me
I started something 
and now I'm not too sure

I started something, 
I started something
Typical me, typical me, 
typical me, typical me
Typical me, typical me, 
typical me
I started something 
and now I'm not too sure

Okay, Stephen? Do that again?

"I started something I couldn't finish", by The Smiths

História de Vida?

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Estranhos Caminhos

«Ainda que te leve por caminhos que te pareçam estranhos, confia em Mim, certo de que Eu sei o que faço»

Leitura do dia de hoje in Jesus está contigo, by Sarah Young


Do álbum Strangeways, here we come 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Brad Meld(s)hau

Sublime@CCB!
Há quase dois anos, na mesma sala, tinha assistido a uma performance inigualável do Brad Meldhau Trio.
Na 6.ª feira passada, em dia do Pai (o meu), a minha gaffe de comprar bilhetes em pleno aniversário do meu Senior, foi devidamente compensada. 
Apresentando-se a solo, Meldhau deu novo show, deslizando pelas teclas, com versões para piano de diversas pérolas de bandas contemporâneas, tais como Nirvana, Radiohead e The Verve.
>
Para finalizar, regressou 4 vezes ao palco, deixando uma plateia plena de vip's, surpresa por tantos encores. 
Adorámos!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Espaço Impossível


Se este ferro queres quebrar,
se esta pedra queres sentir,
se este vento queres ter paz,
mas se encontras queres fugir.

Se tens vida queres mudar,
mas se mudas não te vês.

Quem procura encontrar,
quem encontra para esquecer,
como a noite amanhece,
qualquer santo enlouquece.

Quando acordas queres amar,
porque o mundo faz-te frio,
como água quer ser mar,
a chuva quer ser rio.

Se és semente queres crescer,
mas sem água vais secar,
vais ser tu a ir buscar,
o que o mundo não te der.

Como a noite amanhece,
qualquer santo enlouquece.

Queres o espaço impossível,
queres arder o que apagou.
Queres a escolha que passou,
mas tudo é... o que tem que ser,
tudo flui... ou te faz crescer.

Leve para o mar,
tudo é o que tem que ser.

Quando dói não vais gostar,
mas não sais sem repetir,
quando voltas dói-te mais,
mas não sabes resistir.

Porque pomba quer ser águia,
e a águia um falcão.
Como um mar quer tempestade,
e a tempestade furacão,
vais prender-te ao precipício,
porque o perigo é um vício.

Queres o espaço impossível,
queres arder o que apagou,
queres a escolha que passou,
mas tudo é... o que tem que ser,
tudo flui... ou te faz crescer.

Leve para o mar,
tudo é o que tem que ser.


Tiago Bettencourt & Mantha

Durante semanas,
quis esse espaço impossível,
quis arder o que apagou,
quis a escolha que passou,
ofendi quem não devia,
magoei quem não queria...
Quando dói não vais gostar,
mas não sais sem repetir,
quando voltas dói-te mais,
mas não sabes resistir.
Mas tudo é... o que tem que ser.
Tudo flui... ou te faz crescer.

Esta música passa a ser oficialmente o meu hino!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Esta depressão que me anima

A programação cultural da Fnac Chiado tem estado fantástica...
Finais de tarde à 4.ª feira, são sinónimo de boa música e casa cheia...
ontem, sobrelotada, para revisão da matéria dada com o projecto «A Naifa», do precocemente desaparecido João Aguardela...
Se tenho escrito sobre a paixão do tango, que dizer dos acordes da guitarra portuguesa, quanto a mim, dos sons mais belos que posso ouvir... e o Luís Varatojo faz o favor de a tocar de forma quase perturbante...
Se a isso juntamos a voz da Mitó, ultra-simpática na conversa que teve comigo durante o autógrafo do livro-dvd que acabaram de lançar...

40 minutos de puro êxtase... com os seus êxitos mais reconhecidos e com um novo baterista, que fez 30 horas de autocarro de London até ao Chiado, para poder ajudar a deliciar a plateia...
Esteja onde estiver, o João estará certamente orgulhoso...
«Esta depressão que me anima» é o título da obra acabada de lançar, mas podia ser muito bem o título de um post sobre estes dias...
Fiquem com 'Monotone'... a banda sonora de uma semana monótona, com pouco sabor, apesar de tantos reencontros com Amigos, permitindo que o tempo em casa seja meramente para colocar o sono em dia...

Dia 5 de Junho, Castelo de São Jorge, se puderem, aproveitem...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Águas de Março

As águas passam de mês em mês... mas não há como as de Março...

É pau, é pedra,
é o fim do caminho
É um resto de toco,
é um pouco sozinho

É um caco de vidro,
é a vida, é o sol
É a noite, é a morte,
é um laço, é o anzol

É peroba do campo,
é o nó da madeira
Caingá, candeia,
é o Matita Pereira

É madeira de vento,
tombo da ribanceira
É o mistério profundo,
é o queira ou não queira

É o vento ventando,
é o fim da ladeira
É a viga, é o vão,
festa da cumeeira

É a chuva chovendo,
é conversa ribeira
Das águas de março,
é o fim da canseira

É o pé, é o chão,
é a marcha estradeira
Passarinho na mão,
pedra de atiradeira

É uma ave no céu,
é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte,
é um pedaço de pão

É o fundo do poço,
é o fim do caminho
No rosto o desgosto,
é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego,
é uma conta, é um conto
É uma ponta, é um ponto,
é um pingo pingando

É um peixe, é um gesto,
é uma prata brilhando
É a luz da manhã,
é o tijolo chegando

É a lenha, é o dia,
é o fim da picada
É a garrafa de cana,
o estilhaço na estrada

É o projeto da casa,
é o corpo na cama
É o carro enguiçado,
é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte,
é um sapo, é uma rã
É um resto de mato,
na luz da manhã

São as águas de março
fechando o verão
É a promessa de vida
no teu coração

É uma cobra, é um pau,
é João, é José
É um espinho na mão,
é um corte no pé

É um passo, é uma ponte,
é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte,
é uma febre terçã

São as águas de março
fechando o verão
É a promessa de vida
no teu coração

sábado, 13 de março de 2010

Mr. Brightside

Pas(z) (re)encontrada...
longe dos negativismos...
Re-criado, como me pediu a Lou...
a afastar-me dos moinhos de vento, como me sugeriu o Cardeal...
A música desta viagem simboliza isso mesmo...
Cantada todas as noites, vivida todos os dias!
Destiny is calling me!
I'm Mr. Brightside!


quarta-feira, 3 de março de 2010

Φ-Day

Espero que o teu desejo se concretize...
Parabéns!

Oh my baby baby I love you more than I can tell
I don't think I can live without you
And I know that I never will
Oh my baby baby I want you so it scares me to death
I can't say anymore than "I love you"
Everything else is a waste of breath
I want you
You've had your fun you don't get well no more
I want you
Your fingernails go dragging down the wall
Be careful darling you might fall
I want you
I woke up and one of us was crying
I want you
You said "Young man I do believe you're dying"
I want you
If you need a second opinion as you seem to do these days
You can look in my eyes and you can count the ways
I want you
Did you mean to tell me but seem to forget
I want you
Since when were you so generous and inarticulate
I want you
It's the stupid details that my heart is breaking for
It's the way your shoulders shake and what they're shaking for
I want you
it's knowing that he knows you now after only guessing
It's the thought of him undressing you or you undressing
I want you
He tossed some tatty compliment your way
I want you
And you were fool enough to love it when he said
"I want you"
I want you
The truth can't hurt you it's just like the dark
It scares you witless
But in time you see things clear and stark
I want you
Go on and hurt me then we'll let it drop
I want you
I'm afraid I won't know where to stop
I want you
I'm not ashamed to say I cried for you
I want you
I want to know the things you did that we do too
I want you
I want to hear he pleases you more than I do
I want you
I might as well be useless for all it means to you
I want you
Did you call his name out as he held you down
I want you
Oh no my darling not with that clown
I want you
You've had your fun you don't get well no more
I want you
No-one who wants you could want you more
I want you
Every night when I go off to bed and when I wake up
I want you
I want you
I'm going to say it again 'til I instill it
I know I'm going to feel this way until you kill it
I want you
I want you


I want You, by Elvis Costello

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

I'll be waiting

Tudo numa letra (grega) só: Φ


He broke your heart
He took your soul
You hurt inside
'Cause there's a hole

You need some time
To be alone
Then you will find
What you've always known

I'm the one who really loves you baby
I've been knocking at your door

As long as I'm living
I'll be waiting
As long as I'm breathing
I'll be there
Whenever you call me
I'll be waiting
Whenever you need me
I'll be there

I've seen you cry
Into the night
I feel your pain
Can I make it right
I realize there's no end in sight
Yet still I wait
For you to see the light

I'm the one who really loves you baby
I can't take it anymore

As long as I'm living
I'll be waiting
As long as I'm breathing
I'll be there
Whenever you call me
I'll be waiting
Whenever you need me
I'll be there

You are the only one
I've ever known
That makes me feel this way
Girl you are my own
I want to be with you
Until we're old
You've got the love you need right in front of you
Please come home

As long as I'm living
I'll be waiting
As long as I'm breathing
I'll be there
Whenever you call me
I'll be waiting
Whenever you need me
I'll be there...


Lenny Kravitz

Inacreditável?
Eu acredito muito em mim...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Esta Vida... esta noite... esta cidade...

A noite cai...
Starry Night, de Van Gogh (um dos meus preferidos)
Não me rendo ao pequeno infortúnio...
Amigo chegado fala no meu «azar» dos últimos tempos...
O primeiro desejo do ano, teima desde o primeiro dia em não se concretizar...
Aguardo (im)pacientemente pelo acordar em stereo... eu que detesto monos...
mas se pensa que dá cabo de mim... não me rendo...
A noite de ontem era d'«A Cidade», peça a dar brado no São Luiz...
Um telefonema da Catw e qualquer infortúnio meu se reduz à mera insignificância, perante a morte do jovem irmão da nossa comum Amiga... que aprendi a reconhecer como Gigante no seu modo e alegria de vida...
Qualquer vontade de fazer o quer que seja, desaparece nesse exacto momento...
Como a noite, como a cidade, como a rua,
nua, crua e bruta, é esta doença que não escolhe idade...
A noite chora enquanto regresso a casa...
Pareceu-me ver-te chorar também, quando assististe à alegria apaixonada de outros num ecrã grande, enquanto me ajudavas a (ultra)passar o resto da noite...
A mim também me apeteceu chorar... mas acho que sequei...
Tristeza, na noite que passou, foi o meu nome do meio...

Quer eu queira quer não queira
Esta cidade
Há-de ser uma fronteira
E a verdade
Cada vez menos
Cada vez menos
Verdadeira
Quer eu queira
Quer não queira
No meio desta liberdade
Filhos da puta
Sem razão
E sem sentido
No meio da rua
Nua crua e bruta
Eu luto sempre do outro lado da luta
A polícia já tem o meu nome
Minha foto está no ficheiro
Porque eu não me rendo
porque eu não me vendo
Nem por ideais
Nem por dinheiro
E como eu sou e quero ser sempre assim
Um rio que corre sem princípio nem fim
O poder podre dos homens normais
Está a tentar dar cabo de mim
Cabo de mim