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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Simeone - vivir partido a partido


 Não costumo ser fã de séries de futebol, mas gosto de ver o papel do treinador, do líder.

"Simeone, vivir partido a partido" é uma série da Amazon sobre Diego Simeone e o seu trajecto enquanto jogador, treinador, filho, pai e muito mais. Bem mais que uma simples resenha dos seus feitos. Em seis episódios, cruza-se a temporada 20/21 com toda a sua carreira

Bom conhecer quem está por trás da personagem que se senta no banco do Atlético de Madrid, com uma filosofia de vida semelhante à minha (um dia de cada vez). Por vezes, formamos ideias e juízos de valor apenas pelo que observamos num jogo ou numa conferência de imprensa. Nada mais errado!

"Os pensamentos são o mais perigoso que existe, não é o rival".

Aconselho vivamente! 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Para ser grande, sê inteiro:nada

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. 
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
De Ricardo Reis (Fernando Pessoa)

É preciso demorar 46 anos para encontrar isto?

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Magistral Einaudi

Tenho andado arredado da música... da verdadeira música... como de tanta outra coisa...
Há largos meses que tinha comprado bilhetes para o espectáculo de Ludovico Einaudi, desta vez no Coliseu. A quarta vez que assistiria a um espectáculo seu.
Porque se para uns, «haverá sempre Paris», para mim, «haverá sempre Einaudi»...
É incrível, como a sua música me faz tão bem!
Classifico-a como a banda sonora original da minha vida, apesar de apenas a ter descoberto em 2010...

O fim de tarde tornou-se mais nebuloso com a morte de Prince... um génio da música e do espectáculo, marcante a todos os níveis... apetecia-me parar o tempo, o mundo e não estar em concerto algum...

Com a entrada dos músicos, o negrume dissipa-se e sinto-me transportado para outra dimensão (como escrevia a Susana Brás Santos hoje de manhã)...
A cada música, a leveza aumenta e a intensidade também... pode fazer confusão a alguns, mas com Einaudi tenho pouca vontade de estar sentado... apetece-me dançar... mas infelizmente, só o posso fazer mentalmente...
Tanta música fantástica, tanto símbolo de infinito desenhado na minha cabeça... e apenas regresso ao Coliseu, quando alguns incautos teimam em abusar do flash para perpetuarem uma recordação... ou ainda quando Einaudi dirige umas palavras aos presentes, de agradecimento e de tributo a Prince.
Estava fechado o círculo que se tinha aberto a meio da tarde...

Seguem-se mais não sei quantas músicas... quero perpetuá-las todas...
Quero perpetuar aquele(s) momento(s)... mais um, e outro... de total êxtase com a grandiosidade daquele som...

Magníficos músicos, magistral Einaudi!
Bravo!

Obrigado uma vez mais!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Merry Christmas, Mr. David Bowie

A morte choca-nos sempre...
Hoje mal acabado de acordar, a ler as novidades no twitter, dou de caras com a malfadada morte...
1983, a memória mais antiga que tenho de David Bowie.
Ano de "Let's Dance", mas também de "Merry Christmas, Mr. Lawrence".
Filme intenso para a idade que tinha e cuja música nunca mais me saíu da cabeça, da autoria do não menos brilhante e igualmente camaleónico, Ryuichi Sakamoto.
Vi esse filme, em Caxias, com um Amigo de infância, num espaço que há muito morreu...
Chamava-se «A Familiar» e era uma simples casa (podia até ser uma garagem), com 20 ou 30 cadeiras e uma parede branca onde se projectavam filmes,
Não me esqueci da música, do hara-kiri e do chapéu de David Bowie... a partir desse dia, queria usar um chapéu daqueles...

Sakamoto, também protagonista do filme, acompanhou-me com Bowie, ao longo dos anos. Tive a felicidade de assistir ao seu último concerto em Portugal, em 2011, na Gulbenkian e fiquei extasiado.
Descobri que fez uma pausa, também por sofrer de cancro e retomou a sua actividade no ano passado, com mais uma excelente banda sonora, para o filme de Iñarritu (The Revenant)...
Bowie, como se diz sempre nestes casos, não morreu.
Despede-se da vida terrena, com mais um álbum, bem biográfico, sabemo-lo agora.
Perdurará por tudo o que represent(ou)a...

Tanta música marcante e simbólica, mas a minha homenagem é protagonizada por Sakamoto.
Merry Christmas, Mr. David Bowie

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Morreste-me*

09 da manhã...
Paro na Rua Augusta com um grupo de corrida, entro num café e ouço na televisão:
«Morreu Eusébio da Silva Ferreira.»
Parei, voltei para trás, olhei para o ecrã... era mesmo verdade! Nem queria acreditar!
Há coisas inacreditáveis!
Vontade de desligar, vontade de não correr...
Olho para todos os que me rodeiam... não sinto neles a tristeza que me invade... tento abstrair-me, vamos lá! Afinal, vieste para correr!
Arrancamos... passados minutos, estamos na Praça do Comércio, a tirar fotografias e a esboçar sorrisos...
Assim acontece, quando estou triste, esboço um sorriso para a câmara... aprendi com o Mário Lima, d'O Mundo da Corrida, a sorrir sempre, mesmo quando a tristeza nos invade!
Retomamos o treino, ainda não estou em mim...
Por incrível que pareça, só me recordo do anúncio de uma morte de alguém famoso... Estava sozinho... Eram 3 da manhã e regressava a casa, após mais uma noitada... Ouvi na rádio do meu velho Golf, que Diana tinha morrido... a lembrança tem tudo a ver com o momento, uma vez que nem sequer era fã da personagem... Pela forma abrupta como recebi a notícia... a seco, como ontem...

Apesar disso, ontem foi diferente...
Eusébio, é como se fosse o meu pai e o meu Pai é como se fosse Eusébio!
São dois ídolos para mim e com estórias cruzadas entre eles...
Desde Fevereiro do ano passado que tenho este receio... da embolia pulmonar ficaram as sequelas respiratórias e temo sempre que haja uma qualquer recaída, como Eusébio teve várias até ao final.
Mal cheguei a casa, corri para o meu Pai e voltei a aconselhá-lo a «mexer-se», porque não quero receber uma notícia semelhante tão cedo...
Depois, chorei...n vezes... não consegui conter a emoção... ver alguns dos seus maiores Amigos a falar dele (Simões, Toni, João Malheiro, David Borges) e pensar ao mesmo tempo no meu Pai!

Tive o prazer de ver jogar Eusébio ainda no antigo Estádio da Luz, no seu último jogo de homenagem e foi das maiores alegrias que o futebol me deu!
Lembro igualmente uma fantástica série sobre o King que passou na RTP 2, «Eusébio - Um jogador de todos os tempos» e que eu religiosamente gravava no meu velhinho VHS e revia, sonhando ser um pouco como ele... e a emoção regressava sempre... com aquela música, tão bem escolhida...


e com tanta poesia em movimento, como tão bem descreveu Manuel Alegre:
Havia nele a máxima tensão
Como um clássico ordenava a própria força
Sabia a contenção e era explosão
Não era só instinto era ciência
Magia e teoria já só prática
Havia nele a arte e a inteligência
Do puro e sua matemática
Buscava o golo mais que golo – só palavra
Abstracção ponto no espaço teorema
Despido do supérfluo rematava
E então não era golo – era poema.

Ao fim do dia, percebi que há quem não entenda a dimensão de Eusébio...
Ouvi dizer: «mal vai o país, quando a sua maior figura, é um futebolista»...
Como escreveu o meu grande Amigo Rui Lança:
«Muitos não se apercebem do que é perder alguém que representa muito do que o resto do mundo sabe de nós.»

Ontem foi um dos dias mais tristes da minha Vida, por muita coisa mas, sobretudo, pela morte de Eusébio...

Hoje passei no Estádio da Luz, apenas para lhe prestar a minha homenagem...
Photo by KMister
Algo me impeliu a lá ir e a consciência ficou bem mais serena...
A emoção, essa, é que continuou a ser a mesma...

Morreste-me! E com a tua morte, morro também um pouco...

Leio/ouço palavras fantásticas que ilustram muito mais do que aquilo que eu consiga digitar... da «Tragédia» de Miguel Esteves Cardoso, ao «Mais Grande que» de Fernando Alves... mas nunca serão suficientes!
Ouço pessoas a discutir se deve ir ou não para o Panteão Nacional, quando acho que isso nem sequer merece discussão!
E para mim, há já algum tempo que acho que o Estádio que é da Luz, deve passar a ser d'Eusébio!

Descansa em Paz, King Eusébio

* «Morreste-me», é o título de uma obra da autoria de José Luís Peixoto - não consigo encontrar palavra tão abrangente para descrever o que hoje sinto.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Portugal

Para os distraídos, ontem foi:
Dia de Portugal nos EUA, assinalado com uma fantástica corrida em NY;
Inaugurada a primeira exposição de uma mulher, em Versailles. O feito pertence à Portuguesa, Joana Vasconcelos;
Pedro Lamy, a vencer as 24 horas de Le Mans, na sua categoria;
Rui Costa, a vencer a volta à Suíça, primeiro português a ganhar uma etapa do World Cycle Tour;
Dia de uma «selecção de patinhos feios e um menino bonito», vencer a Holanda, superar um grupo com 3 selecções melhor posicionadas no ranking mundial e dar um bigode a uma quantidade infinda de invejosos e frustrados pelo sucesso dos seus conterrâneos.
Força Portugal!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Master, Mestre, Mister

O 'Mister' foi-me atribuído pelos Amigos, mas o 'Il', é-lhe dedicado...
porque iniciei este espaço, quando o Zé se mudou para Milão...
Zé, porque assim foi que me pediu para o tratar, perante a minha estupefacção, quando confraternizámos durante quase um dia inteiro em Cobham para, com o José Marinho, realizarmos a entrevista que deu origem ao livro que tinha idealizado...
Sou seu fã desde os seus tempos de Barcelona... adoro o seu estilo, politicamente incorrecto, que usa desde o início da sua carreira...
Nunca vira a cara à luta e, em Abril de 2007, mostrou-me toda a sua humildade (partilhando o almoço e a viagem de regresso a Londres connosco) e até algumas da suas fragilidades (receando que se as coisas não se alterassem, poderia não ter interessados no final da época), numa altura em que os ventos não lhe corriam de feição, ali para os lados de Chelsea...
Quis escolher o título do livro, porque não podia ser outro que não: 'Vencedor Nato'.

Surpreendeu-me, com imensas estórias paralelas que nunca virão parar aos jornais ou a quaisquer livros...
Surpreendeu-me ainda mais, quando me disse que os direitos de autor que lhe estivessem destinados deviam ser entregues a uma instituição (Fundação do Gil)...
Não vi o jogo de ontem, porque já não me entusiasmo tanto com futebol como em outros tempos... mas estava certo que ele iria conseguir...
Ele consegue quase sempre, para não dizer sempre...
O Zé não brinca em serviço...
É um exemplo para todos, de crença, de não repetição de equívocos, de vontade de conquista, de criação de espírito de equipa... contra quase tudo e quase todos...
Já lhe enviei o mail da praxe...
Parabéns Zé, tu mereces! És o verdadeiro Mister!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Exemplo

Falsos...
Não me importa o que dizem...
O que pensam...
O que até me fazem...
Pura e simplesmente não existem...
Porque eu não vivo por/para vocês...

Cresçam, mas não me apareçam mais... e já agora, aprendam...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Dudamel

Desengane-se quem pensa que a estrela da Venezuela é um ex-pára-quedista, que caíu assim mesmo na governação daquela potência petrolífera...
A estrela chama-se Gustavo Dudamel (28 anos) e é apenas o melhor maestro do mundo, que a partir do Outono será o Director Musical da Los Angeles Philharmonic, ele que aos 18 se tornou Director Musical da Orquestra Simón Bolivar...
«Conheci-o» num «60 minutes», na SIC Notícias, há uns meses atrás... a ele e a...
'El Sistema', o famoso programa de educação musical em vigor naquele país, responsável por 125 orquestras juvenis que movimentam qualquer coisa como 250.000 crianças e jovens, recuperadas dos bairros mais pobres...
Aos 2 anos, mal conseguindo agarrar um objecto, é entregue a cada criança um instrumento musical...
A partir dos 5, passam a ter aulas 6 dias por semana, 4 horas por dia... e assim prosseguem até à idade adulta...
'El Sistema' tem 30 anos e passou incólume às sucessivas alterações sociais na Venezuela...
Foi Dudamel e a Orquestra Juvenil Simón Bolívar que tive o prazer de ver actuar no Coliseu, no âmbito dos Concertos Gulbenkian...

Soube da sua actuação apenas na véspera, mas tive a felicidade de arranjar um bilhete de uma desistente da plateia, para um espectáculo esgotado há meses...
ADOREI!
As expectativas foram totalmente superadas...
Dudamel obriga-nos a fixar os olhos na sua performance,
ora graciosa como um bailarino clássico,

ora impetuosa como um guerreiro bárbaro...
Um verdadeiro espectáculo para os olhos e para os ouvidos...
Actuação irrepreensível durante quase duas horas, perante uma plateia extasiada... culminando com largos minutos de aplausos de pé e subitamente...

as luzes apagam-se totalmente, durante alguns segundos...
os músicos e Dudamel aparecem vestidos com as cores garridas da Venezuela, estampadas em blusões e chapéus... e a sonorida assume um cariz latino, com 'Llanera' e o 'Mambo' de Bernstein...
colocando o público em delírio, porque ao mesmo tempo que tocavam...
levantavam-se e dançavam...

a envolvência foi tão grande, que acabaram por despir as cores do seu país durante a música, enviando para a plateia as vestes acabadas de envergar...
Final com chave de ouro, para culminar o desempenho de uma grande orquestra, extraordinamente bem conduzida...
Para quem tenha curiosidade, deixo-vos um vídeo do final da actuação dos mesmos intérpretes no famoso «The Proms» em Londres, 2007...

É tão bom quando as pessoas gostam realmente do que fazem...

domingo, 22 de março de 2009

Che - O Argentino


Há alguns dias, alguém me que conhece há 35 anos disse-me, perante a apresentação de um determinado filme...
"Sei que este não vais perder!"
Estava certa...
Ideologias à parte, há muitos anos que sigo o que se escreve do médico argentino, de seu nome Ernesto Guevara de La Serna, dito 'Che' (equivalente argentino do 'pá' português) que se converteu em guerrilheiro, na Sierra Maestra e que antes disso fez algo que é um desejo meu... empreendeu uma odisseia de moto pela América do Sul (eu gostava de o fazer pela Europa), retratada em «Motorcycle Diaries» de Walter Salles...
Uma vida rica em episódios que durou apenas 39 anos...
Steven Soderbergh retrata duas fases da mesma em «Che» uma obra de mais de 250 minutos dividida em 2 («O Argentino» e «Guerrilha»), baseada nos escritos de Che:
«Pasajes de la guerra revolucionaria» (livro acabado de lançar pela Tinta da China)

e «Diários da Bolívia»...
Retenho também a biografia que devorei há 10 anos atrás, de Pierre Kalfon...
Mas detenhamo-nos apenas no filme que vi há dias...
Soderbergh, intervala a presença de Che nas Nações Unidas, com a sua intervenção em Cuba, desde o primeiro contacto com Fidel (extraordinariamente representado por Demian Bichir ao nível dos tiques, da voz e até da versomilhança física) em estilo quase documental...
Revela-nos um homem de carne e osso e não o mito criado a posteriori, alguém que sofre brutalmente com a sua dificuldade física (asma), com uma humildade difícil de encontrar num líder...
a humildade pessoal de quem sabe que ainda tem a aprender, aceitando o que Fidel lhe pede para fazer, nomeadamente, sair da frente de combate para liderar a formação de guerrilheiros, com a consciência de criar algo mais que não apenas um exército, dando-lhes verdadeira instrução...
A política quase (e bem, quanto a mim) não aparece de forma directa, embora tudo seja política no filme e neste personagem...
Eleva-se a sua dimensão humana... que deveria ser aquilo que deveríamos reter de todos os que nos rodeiam...
Benicio del Toro enriquece o personagem com uma notável personificação...

Fico a aguardar a 2.ª parte que chegará às salas em Abril...

A frase que retive do filme é uma das últimas ditas por Che:
«Aceito (o repto de Fidel para ir com ele para Cuba), mas com uma condição:
quando conseguirmos Cuba, deixas-me levar a revolução a toda a América»
Chegou a Havana com 30 anos...
Retirando mais uma vez do contexto,
gosto de pessoas que não se acomodam... e que lutam... sempre!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Patton


Relembro Patton... revejo-me nele...
Quando me chamaram para a última missão... vi as caras deles, que apesar de um sorriso amarelo, transpareciam um esgar de pânico perante o que se estava a passar...
normal...
generais que nunca saíram de um gabinete do Pentágono, dificilmente encarariam uma situação de risco com um sorriso (verdadeiro) nos lábios...
«Accept the challenges so that you can feel the exhilaration of victory»

Como Patton, adoro o odor a, chamemos-lhe, coisas difíceis... por isso, sorri...
Adoro situações complicadas, gosto de sentir stress, muito stress, alimento-me do mesmo...
«Pressure makes diamonds»

E acredito que em épocas diferentes o «vivi»...
fosse há 2000 anos... ou apenas há 60...
I was there...
«Better to fight for something than live for nothing»


Vi rostos de desmotivação por todo o lado...
uns queriam desertar... outros não sabiam sequer o que queriam...
outros ainda sem a necessária disciplina, não trabalhada por uma liderança fraca...
«Officers who fail to perform their duty by correcting small violations and in enforcing proper conduct are incapable of leading.»


um Amigo (o Gen. Bradley deste filme, noutros chamam-lhe Utopista) sabia o que queria e sabia que não queria ir por ali...
«We herd sheep, we drive cattle, we lead people. Lead me, follow me, or get out of my way»

Outra coisa que gosto, liderar!
Não me custa admitir, adoro potenciar as características dos outros...
«Don't tell people how to do things, tell them what to do and let them surprise you with their results.»

Por vezes, somos impelidos a fazer coisas que não apreciamos como «esbofetear um suposto cobarde» em público...
Porque mesmo esses... se acreditarem... reagem...
«All men are timid on entering any fight. Whether it is the first or the last fight, all of us are timid. Cowards are those who let their timidity get the better of their manhood.»
Faz parte da guerra...

Criámos um Conselho de Guerra, um gabinete anti-crise porque outros já tinham ocupado o da crise e eu nesse tipo de gabinetes não entro...
Todos os dias tomávamos medidas para melhorar o que fazíamos...
«A good plan executed today is better than a perfect plan executed at some indefinite point in the future.»
Cada dia foi uma batalha... de gabinetes... mas vencemos todas...
«Take calculated risks. That is quite different from being rash»

Deram-me o 3.º Exército para liderar, mas há sempre alguém que quer mostrar que lidera, mesmo que nunca tenha ido à guerra...
Infelizmente Eisenhower é demasiado volátil ou direi, político...?
«L'audace, l'audace... toujours l'audace», Frederico 'O Grande', citava Patton...
Sou politicamente incorrecto todos os dias... sei que não ganho pontos com isso...
"Moral courage is the most valuable and usually the most absent characteristic in men."

Mas ganho uma equipa, um exército e este só funciona se todos souberem o lugar que ocupam...
"An army is a team. It lives, eats, sleeps, fights as a team.
This individuality stuff is a bunch of bullshit."
e para além da equipa, mantenho a minha consciência limpa...

Fiquei orgulhoso dos que trabalharam comigo... leais como eu para com eles...
"There's a great deal of talk about loyalty from the bottom to the top. Loyalty from the top down is even more necessary and is much less prevalent. One of the most frequently noted characteristics of great men who have remained great is loyalty to their subordinates."

e como em 44, até o tempo ajudou...

«Wars may be fought with weapons, but they are won by men. It is the spirit of men who follow and of the man who leads that gains the victory.»

Detesto perdedores...
a ideia de perder causa-me repulsa... cada vez mais, a cada dia que passa...
infelizmente inércia e espírito perdedor são duas variáveis que tenho visto serem conjugadas muitas vezes...
não contem comigo para isso...
talvez porque gosto demasiado de ganhar...
«I am a soldier, I fight where I am told, and I win where I fight.»
Patton ganhou...
Nós ganhámos... porque sabíamos o que queríamos e soubemos fazê-lo...
»Success demands a high level of logistical and organizational competence.»

E eu regressei a casa... sem passar por Berlim...
«Sure, we want to go home. We want this war over with. The quickest way to get it over with is to go get the bastards who started it. The quicker they are whipped, the quicker we can go home. The shortest way home is through Berlin...»

Acabou a guerra na Europa...
Eisenhower retirou o comando a George S. Patton Jr....
«If a man has done his best, what else is there?»
Morreu pouco depois...