A morte choca-nos sempre...
Hoje mal acabado de acordar, a ler as novidades no twitter, dou de caras com a malfadada morte...
1983, a memória mais antiga que tenho de David Bowie.
Ano de "Let's Dance", mas também de "Merry Christmas, Mr. Lawrence".
Filme intenso para a idade que tinha e cuja música nunca mais me saíu da cabeça, da autoria do não menos brilhante e igualmente camaleónico, Ryuichi Sakamoto.
Vi esse filme, em Caxias, com um Amigo de infância, num espaço que há muito morreu...
Chamava-se «A Familiar» e era uma simples casa (podia até ser uma garagem), com 20 ou 30 cadeiras e uma parede branca onde se projectavam filmes,
Não me esqueci da música, do hara-kiri e do chapéu de David Bowie... a partir desse dia, queria usar um chapéu daqueles...
Sakamoto, também protagonista do filme, acompanhou-me com Bowie, ao longo dos anos. Tive a felicidade de assistir ao seu último concerto em Portugal, em 2011, na Gulbenkian e fiquei extasiado.
Descobri que fez uma pausa, também por sofrer de cancro e retomou a sua actividade no ano passado, com mais uma excelente banda sonora, para o filme de Iñarritu (The Revenant)...
Bowie, como se diz sempre nestes casos, não morreu.
Despede-se da vida terrena, com mais um álbum, bem biográfico, sabemo-lo agora.
Perdurará por tudo o que represent(ou)a...
Tanta música marcante e simbólica, mas a minha homenagem é protagonizada por Sakamoto.
Merry Christmas, Mr. David Bowie
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
sexta-feira, 17 de julho de 2015
7
O Il Mister faz hoje 7 anos...
Deixei de escrever regularmente em 2010, mas o que é certo é que foi a companhia mais regular durante dias/anos...
Como costumava dizer, era o meu «vómito diário»...
Nasceu no Porto, em dia de Marés Vivas e quando a minha vida estava nisso mesmo, numa maré viva... e quando lutava para não me «afogar»...
Aprendi muito nestes anos...uns mais magnificent, que outros... alguns deles de uma intensidade extrema, mas se me pedirem uma palavra para caracterizar este espaço temporal, a eleita é: Relativizar...
momentos, relações, amizades, dinheiro e a própria vida...
Parabéns, Il Mister! Rumo ao horizonte...
Deixei de escrever regularmente em 2010, mas o que é certo é que foi a companhia mais regular durante dias/anos...
Como costumava dizer, era o meu «vómito diário»...
Nasceu no Porto, em dia de Marés Vivas e quando a minha vida estava nisso mesmo, numa maré viva... e quando lutava para não me «afogar»...
Aprendi muito nestes anos...uns mais magnificent, que outros... alguns deles de uma intensidade extrema, mas se me pedirem uma palavra para caracterizar este espaço temporal, a eleita é: Relativizar...
momentos, relações, amizades, dinheiro e a própria vida...
Parabéns, Il Mister! Rumo ao horizonte...
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Estímulo influencia e muito
Todo motivo te leva a querer
Todo querer te faz ter vontade
Toda vontade te faz ter impulso
Todo impulso sempre me estimula
Toda sequência tem uma rotina
Toda rotina te causa estrago
Todo estrago merece um conserto
Todo conserto te modifica
In Jogo do Contente, by Tulipa Ruiz
Todo querer te faz ter vontade
Toda vontade te faz ter impulso
Todo impulso sempre me estimula
Toda sequência tem uma rotina
Toda rotina te causa estrago
Todo estrago merece um conserto
Todo conserto te modifica
In Jogo do Contente, by Tulipa Ruiz
quinta-feira, 9 de abril de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Roleta Russa
Esta semana saíu um estudo que atribuía 2/3 dos cancros a um «azar» genético, uma espécie de roleta russa da saúde...
Ontem depois de mais um treino, a minha mãe transmitiu-me a malfadada notícia da morte de um amigo, aos 38 anos. A causa, a tal bala na câmara que escolhe a vítima ao acaso.
Má sorte esta, de alguém que se preparava para ser pai pela 5.ª vez e que no meio dos tratamentos, pediu à sua esposa para dar à luz num hospital perto do seu, para ainda poder ver a criança... Lembrei-me imediatamente do filme de Michael Keaton, My Life, que me marcou imenso na faculdade. O Rui não teve a mesma sorte e não chegou a ver o seu filho.
A última vez que o vi, foi um encontro fortuito num dia menos positivo para mim, por outras circunstâncias. Já não o via há algum tempo, aproximou-se e perguntou-me: «se tinha o cabelo rapado por alguma razão?» Respondi que «não, que gostava de usar o cabelo assim» e ele contou-me que em breve também usaria o mesmo penteado, pela negativa razão que referi.
Fiquei «abanado» com a situação, dei-lhe força e achei que iria superar (não achamos sempre?) o infortúnio...
Há semanas, em conversa com a sua sogra, soube que os tratamentos tinham terminado e havia satisfação na família, por estarem aparentemente a correr bem... seguir-se-ia a operação que revelou outro cenário.
Ontem, a arma disparou...
Vida curta demais... precisamos rever prioridades...
Ontem depois de mais um treino, a minha mãe transmitiu-me a malfadada notícia da morte de um amigo, aos 38 anos. A causa, a tal bala na câmara que escolhe a vítima ao acaso.
Má sorte esta, de alguém que se preparava para ser pai pela 5.ª vez e que no meio dos tratamentos, pediu à sua esposa para dar à luz num hospital perto do seu, para ainda poder ver a criança... Lembrei-me imediatamente do filme de Michael Keaton, My Life, que me marcou imenso na faculdade. O Rui não teve a mesma sorte e não chegou a ver o seu filho.
A última vez que o vi, foi um encontro fortuito num dia menos positivo para mim, por outras circunstâncias. Já não o via há algum tempo, aproximou-se e perguntou-me: «se tinha o cabelo rapado por alguma razão?» Respondi que «não, que gostava de usar o cabelo assim» e ele contou-me que em breve também usaria o mesmo penteado, pela negativa razão que referi.
Fiquei «abanado» com a situação, dei-lhe força e achei que iria superar (não achamos sempre?) o infortúnio...
Há semanas, em conversa com a sua sogra, soube que os tratamentos tinham terminado e havia satisfação na família, por estarem aparentemente a correr bem... seguir-se-ia a operação que revelou outro cenário.
Ontem, a arma disparou...
Vida curta demais... precisamos rever prioridades...
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