Provavelmente, a melhor foto do ano (Afeganistão, Carlos Barria, Reuters) ilustra um momento menos interessante da minha vida...
O mal de quem não abandona «companheiros de armas», tem a «mania das operações especiais» e o hábito de cumprir sempre as «missões» confiadas...
Desculpa não ter sido um amigo melhor...
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
(Nothing) Dead, Combo
Last Friday,
para além de um interessante reavivar de memórias de juventude ao jantar, com o ideal acompanhamento do Cardeal e Catw, tivemos (eu e a Cat) oportunidade de conhecer mais profundamente o dueto que me foi apresentado meses atrás pela Braba (a Amiga das surpresas musicais)...
Dead Combo,
num cenário que adoro (Jardim de Inverno do São Luiz)... pouco, mas muito bem iluminado...
Dizia a Catw que lhe lembrava Família Adams... a mim, um filme do Drácula... já que Tó Trips ( o guitarrista) se esconde de forma soberba debaixo de uma cartola, com imenso estilo...
As músicas de Combo parecem predestinadas a serem bandas sonoras de filmes de Tarantino... os executantes são de primeira linha...
Uma cena de arranque de concerto, retenho na memória... um leve empurrão dado por Pedro Gonçalves (contrabaixo) a um pequeno candeeiro que pairava sobre as suas cabeças e que baloiça continuadamente até ao fim da primeira música...
um sinal de faroeste...
numa música que alterna ritmos entre jazz, fado, tango e salsa
com sabor a western vadio... ou a restaurante chinês (Like a Drug dos Queen of the Stone Age, muito bem «adulterado»)
As deliciosas introduções minimal de Tó Trips, dão um toque humorístico aos intervalos entre músicas, ouvidas como se de uma casa de fado se tratasse... o silêncio é absoluto em cada peça...
Um jogo de sombras fantástico instala-se por trás dos músicos que a determinada altura passam a acompanhar o recital...
o excelente baterista Alexandre Frazão, a surpresa Ana Araújo no piano,
João Cabrita no saxofone, João Marques no trompete e Jorge Ribeiro no trombone...
Ora se observa um projectado guitarrista de cartola,
um contrabaixista, um baterista no seu melhor...
Espero que as filmagens dêem em DVD, porque foi realmente soberbo!
(as que aqui apresento, apesar de não autorizadas e de pouca qualidade, foram feitas por algum intrépido que pelo menos merece o reconhecimento de ter ajudado a perpetuar aquela noite)
para além de um interessante reavivar de memórias de juventude ao jantar, com o ideal acompanhamento do Cardeal e Catw, tivemos (eu e a Cat) oportunidade de conhecer mais profundamente o dueto que me foi apresentado meses atrás pela Braba (a Amiga das surpresas musicais)...
Dead Combo,
num cenário que adoro (Jardim de Inverno do São Luiz)... pouco, mas muito bem iluminado...
Dizia a Catw que lhe lembrava Família Adams... a mim, um filme do Drácula... já que Tó Trips ( o guitarrista) se esconde de forma soberba debaixo de uma cartola, com imenso estilo...
As músicas de Combo parecem predestinadas a serem bandas sonoras de filmes de Tarantino... os executantes são de primeira linha...
Uma cena de arranque de concerto, retenho na memória... um leve empurrão dado por Pedro Gonçalves (contrabaixo) a um pequeno candeeiro que pairava sobre as suas cabeças e que baloiça continuadamente até ao fim da primeira música...
um sinal de faroeste...
numa música que alterna ritmos entre jazz, fado, tango e salsa
com sabor a western vadio... ou a restaurante chinês (Like a Drug dos Queen of the Stone Age, muito bem «adulterado»)
As deliciosas introduções minimal de Tó Trips, dão um toque humorístico aos intervalos entre músicas, ouvidas como se de uma casa de fado se tratasse... o silêncio é absoluto em cada peça...
Um jogo de sombras fantástico instala-se por trás dos músicos que a determinada altura passam a acompanhar o recital...
o excelente baterista Alexandre Frazão, a surpresa Ana Araújo no piano,
João Cabrita no saxofone, João Marques no trompete e Jorge Ribeiro no trombone...
Ora se observa um projectado guitarrista de cartola,
um contrabaixista, um baterista no seu melhor...
Espero que as filmagens dêem em DVD, porque foi realmente soberbo!
(as que aqui apresento, apesar de não autorizadas e de pouca qualidade, foram feitas por algum intrépido que pelo menos merece o reconhecimento de ter ajudado a perpetuar aquela noite)
Quadro do Mister:
In Concert
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Jay Jay JohanS(aig)on
JJJ tem na sua música algo que me «toca» muito de perto...

Todas as letras parecem concebidas para a minha vida...
para a minha e seguramente para a de outros tantos... que eu não sou assim tão diferente...
Conhecendo uma série das suas melancólicas baladas, é impressionante como não tenho um único CD ou MP3 (já tratado!)...
À descoberta do seu som parti na passada sexta feira, na glamorosa companhia de Miss Saigon... uma noite de descobertas e (re)conhecimentos mútuos... ela que tanto tem impactado a minha vida nos últimos dias... como só ela própria e (os) deus(es) sabe(m)... ;)
O concerto e a noite foram uma agradável surpresa, porque Jay Jay Johanson surpreendeu pelo facto de não usar beats, fazendo-se acompanhar única e exclusivamente pelo som do piano, dando uma roupagem totalmente diferente ao conhecido...
E quanto ao desconhecido... impressionante como parecia tê-lo desde sempre na minha memória...
Ambiente intimista que rima com Santiago Alquimista...

permitiu degustarmos algo que desconhecíamos, inclusivé a companhia um do outro...
Espectáculo excelente com direito a duplo encore (este último não previsto e com beats a fazerem lembrar uma discoteca) e com a bela surpresa da cover «Suicide is painless» dos Manic Street Preachers...
E não se ficou por ali... destilámos alquimia no Urban, noite dentro, temporal fora, num alvo e confortável sofá...
Para mais tarde recordar... essa e outras noites extraordinárias...

Todas as letras parecem concebidas para a minha vida...
para a minha e seguramente para a de outros tantos... que eu não sou assim tão diferente...
Conhecendo uma série das suas melancólicas baladas, é impressionante como não tenho um único CD ou MP3 (já tratado!)...
À descoberta do seu som parti na passada sexta feira, na glamorosa companhia de Miss Saigon... uma noite de descobertas e (re)conhecimentos mútuos... ela que tanto tem impactado a minha vida nos últimos dias... como só ela própria e (os) deus(es) sabe(m)... ;)
O concerto e a noite foram uma agradável surpresa, porque Jay Jay Johanson surpreendeu pelo facto de não usar beats, fazendo-se acompanhar única e exclusivamente pelo som do piano, dando uma roupagem totalmente diferente ao conhecido...
E quanto ao desconhecido... impressionante como parecia tê-lo desde sempre na minha memória...
Ambiente intimista que rima com Santiago Alquimista...

permitiu degustarmos algo que desconhecíamos, inclusivé a companhia um do outro...
Espectáculo excelente com direito a duplo encore (este último não previsto e com beats a fazerem lembrar uma discoteca) e com a bela surpresa da cover «Suicide is painless» dos Manic Street Preachers...
E não se ficou por ali... destilámos alquimia no Urban, noite dentro, temporal fora, num alvo e confortável sofá...
Para mais tarde recordar... essa e outras noites extraordinárias...
Quadro do Mister:
In Concert
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
De(s)peche Mode
Começa e acaba com filas... muitas (e não para o concerto)... cenas hilariantes de filme mexicano (ou diria brasileiro?)... para noutro dia serem contadas...
Atlântico a encher-se... Amigos a encontrarem-se... Le Bon, BM3, Estrela do Mar e Pax, meus companheiros de jornada... tempo ainda para um beijo na TVG que também estava por lá...
Todos habitués dos concertos, mas apenas eu sou 'o' fã...
Depeche é a 'minha' banda e não espero nada menos que um fantástico concerto...
Foi o que recebi... a exemplo do que já tinha assistido neste mesmo palco, três anos antes... desta vez muito mais sentido... porque o faz, nesta altura...

Começamos pelo último álbum «Sounds of the Universe», um videowall brutal, que se conjuga a cada música que passa, desde o primeiro timbre à última nota...
O concerto vale pelas imagens que desfilam e pelo som que me coloca «sozinho» a curtir...
Um miúdo que se torna velho, um velho que se torna criança, enquanto uma mulher tenta melhorar a sua forma física no globo que seria o mote de todas as músicas... (In Chains)

Um corvo que circunda um deserto, pára para escutar a música, nos observa do globo, partindo quando o som termina... (Walking in my shoes)

Sem imagens, mas uma das minhas preferidas (acho que são quase todas, mas esta diz-me muito)... uma mota a passear pela minha mente, a preto e branco (Question of time)

It's no Good, a que me diz mais, neste momento...
Uma bola cheia de balões que se esvazia ao som da música do teu quarto, ficando os mesmos «pendurados» no tecto do videowall... (In your room)

Astronautas (DM) a degustarem o som do silêncio (uma das melhores músicas de sempre - Enjoy the Silence)...

Bailarinas distorcidas a dançarem algo muito pessoal (Personal Jesus)...

Dou-me conta que estou a viver todo aquele momento, ausente de pensamento, ausento-me dos Amigos, entro noutra dimensão e «tripo» com desconhecidos à minha volta,

ao som de música que acompanhou toda a minha vida...
Um final que merecia um novo encore... demasiado profissionais ou «despechados» diriam uns...
Eu «apenas» refiro que é, provavelmente, o melhor concerto do ano... fazendo esquecer a «não viagem» ao Porto, para os ver no SB... apenas Muse os poderá ultrapassar...
Fiquem com um «cheiro» integral (mesmo!) do set... desta vez só com gravações puras (ou nem tanto) do Atlântico...
In Chains
Wrong
Hole to Feed
Walking In My Shoes
Question of Time
Precious
World In My Eyes
Fly on the Windscreen
Sister of Night
Home
Miles Away/The Truth Is
Policy of Truth
It's No Good
In Your Room
I Feel You
Enjoy the Silence
Never Let Me Down Again
One Caress
Stripped
Behind the Wheel
Personal Jesus
Obrigado, a quem os gravou...
Atlântico a encher-se... Amigos a encontrarem-se... Le Bon, BM3, Estrela do Mar e Pax, meus companheiros de jornada... tempo ainda para um beijo na TVG que também estava por lá...
Todos habitués dos concertos, mas apenas eu sou 'o' fã...
Depeche é a 'minha' banda e não espero nada menos que um fantástico concerto...
Foi o que recebi... a exemplo do que já tinha assistido neste mesmo palco, três anos antes... desta vez muito mais sentido... porque o faz, nesta altura...

Começamos pelo último álbum «Sounds of the Universe», um videowall brutal, que se conjuga a cada música que passa, desde o primeiro timbre à última nota...
O concerto vale pelas imagens que desfilam e pelo som que me coloca «sozinho» a curtir...
Um miúdo que se torna velho, um velho que se torna criança, enquanto uma mulher tenta melhorar a sua forma física no globo que seria o mote de todas as músicas... (In Chains)

Um corvo que circunda um deserto, pára para escutar a música, nos observa do globo, partindo quando o som termina... (Walking in my shoes)

Sem imagens, mas uma das minhas preferidas (acho que são quase todas, mas esta diz-me muito)... uma mota a passear pela minha mente, a preto e branco (Question of time)

It's no Good, a que me diz mais, neste momento...
Uma bola cheia de balões que se esvazia ao som da música do teu quarto, ficando os mesmos «pendurados» no tecto do videowall... (In your room)

Astronautas (DM) a degustarem o som do silêncio (uma das melhores músicas de sempre - Enjoy the Silence)...

Bailarinas distorcidas a dançarem algo muito pessoal (Personal Jesus)...

Dou-me conta que estou a viver todo aquele momento, ausente de pensamento, ausento-me dos Amigos, entro noutra dimensão e «tripo» com desconhecidos à minha volta,

ao som de música que acompanhou toda a minha vida...
Um final que merecia um novo encore... demasiado profissionais ou «despechados» diriam uns...
Eu «apenas» refiro que é, provavelmente, o melhor concerto do ano... fazendo esquecer a «não viagem» ao Porto, para os ver no SB... apenas Muse os poderá ultrapassar...
Fiquem com um «cheiro» integral (mesmo!) do set... desta vez só com gravações puras (ou nem tanto) do Atlântico...
In Chains
Wrong
Hole to Feed
Walking In My Shoes
Question of Time
Precious
World In My Eyes
Fly on the Windscreen
Sister of Night
Home
Miles Away/The Truth Is
Policy of Truth
It's No Good
In Your Room
I Feel You
Enjoy the Silence
Never Let Me Down Again
One Caress
Stripped
Behind the Wheel
Personal Jesus
Obrigado, a quem os gravou...
Quadro do Mister:
In Concert
sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
Soube a Lobo
Regresso a Norberto Lobo... com a Lefty e o Cardeal como companhia, logo após um belo repasto a quatro, no sítio do costume do Bairro (TVG a ter de se ausentar após o mesmo)...
Na ZDB, julgávamos ir assistir a um efectivo concerto deste excelente guitarrista... ao engano, um mundo verdadeiramente alternativo à nossa volta (pessoas e músicos), três convidados no programa da Galeria que não deixam saudades... muito melhor, a nossa conversa no bar...
Quando chega a vez de Norberto, sala cheia, alguns verdadeiros fãs (como eu e a Lefty)...

ouço alguém a dizer que conhece esta música desde o verão... just like me, quando o descobri na FNAC do Chiado... vejo outros a curtirem o som como se estivessem defronte do Muro das Lamentações...
Volto a sentir a sua brilhante capacidade de execução... não existe uma nota «riscada», não existe um som fora de sítio... navega pelo seu anterior trabalho, deixando apenas 'Laura', como sinal do último 'Pata Lenta'... e tendo uma banda desenhada brasileira como cenário...
Poucas músicas (seis?), nenhum encore... sabor a pouco... onde os Amigos, sabem sempre melhor...
À espera de um concerto «a sério» do músico mais tímido que conheço, mas dos mais desinibidos na «hora das cordas»...
Na ZDB, julgávamos ir assistir a um efectivo concerto deste excelente guitarrista... ao engano, um mundo verdadeiramente alternativo à nossa volta (pessoas e músicos), três convidados no programa da Galeria que não deixam saudades... muito melhor, a nossa conversa no bar...
Quando chega a vez de Norberto, sala cheia, alguns verdadeiros fãs (como eu e a Lefty)...

ouço alguém a dizer que conhece esta música desde o verão... just like me, quando o descobri na FNAC do Chiado... vejo outros a curtirem o som como se estivessem defronte do Muro das Lamentações...
Volto a sentir a sua brilhante capacidade de execução... não existe uma nota «riscada», não existe um som fora de sítio... navega pelo seu anterior trabalho, deixando apenas 'Laura', como sinal do último 'Pata Lenta'... e tendo uma banda desenhada brasileira como cenário...
Poucas músicas (seis?), nenhum encore... sabor a pouco... onde os Amigos, sabem sempre melhor...
À espera de um concerto «a sério» do músico mais tímido que conheço, mas dos mais desinibidos na «hora das cordas»...
Quadro do Mister:
In Concert
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