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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Simeone - vivir partido a partido


 Não costumo ser fã de séries de futebol, mas gosto de ver o papel do treinador, do líder.

"Simeone, vivir partido a partido" é uma série da Amazon sobre Diego Simeone e o seu trajecto enquanto jogador, treinador, filho, pai e muito mais. Bem mais que uma simples resenha dos seus feitos. Em seis episódios, cruza-se a temporada 20/21 com toda a sua carreira

Bom conhecer quem está por trás da personagem que se senta no banco do Atlético de Madrid, com uma filosofia de vida semelhante à minha (um dia de cada vez). Por vezes, formamos ideias e juízos de valor apenas pelo que observamos num jogo ou numa conferência de imprensa. Nada mais errado!

"Os pensamentos são o mais perigoso que existe, não é o rival".

Aconselho vivamente! 

sexta-feira, 12 de março de 2021

The Crown


 Do melhor que já vi.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Agent Hamilton



Que fantástica série! 
Uma espectacular e enorme produção sueca de 2020, com passagens pela Rússia, Ucrânia, Alemanha.
Enredo cheio de plot twist.
Mais uma excelente escolha da RTP2 e disponível para ver em RTP Play.
Hoje é o último episódio.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Chasing the Moon

Série assombrosa de Robert Stone!
Com muitas imagens inéditas, depoimentos de astronautas, jornalistas e outras personagens da época... um dos melhores documentários que alguma vez vi!
A passar na RTP. Recomendo!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

37 Days

A BBC tem o condão de nos oferecer séries de elevada qualidade.
A SIC Notícias tem tido a capacidade de nos brindar com essas mesmas séries.

37 Days, uma série que nos leva precisamente até aos 37 dias que decorreram até ao início daquela que seria a Primeira Grande Guerra Mundial.
Não fosse tenebroso, diria que fiquei maravilhado mas também estarrecido com a adaptação histórica. Por um lado, vemos a «estória» por detrás da História ser desfiada perante os nossos olhos... temos consciência da incúria, do amadorismo de alguns reais protagonistas (o Kaiser, o imperador Austro-Húngaro), das tricas políticas que nos passam muitas vezes ao lado, dos mal-entendidos que suscitam decisões erróneas, das oportunidades perdidas e dos pequenos detalhes que decidem muitas vezes o destino do mundo...
Brilhante, a ideia de colocar como narradores dois ajudantes-de-campo de cada um dos lados...
Pensa uma grande maioria (entre os quais me incluía) que o assassinato do Arquiduque Franz Ferdinand foi o gatilho que despoletou a guerra... afinal, é apenas um mero episódio de um enredo muito mais denso... e, por vezes, caricato... só o simples facto de se «adiar» uma guerra, porque os monarcas vão de férias (Kaiser Wilhelm II)...  ou ter um lunático à frente do exército alemão, que conduz quase à força a tomada de decisão de iniciar a guerra... ou ainda, os encontros entre embaixadores ser, por vezes, patético...
Recomendo!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Long Way Round


Finalmente terminei a viagem visual... pelo princípio...
A Vespinha emprestou (obrigado, Amiga!) e passados alguns meses... consegui finalmente ver a série inicial...
Uma maratona nocturna a coincidir com as dores que se iniciaram na passada noite de sábado, redundaram que adormecesse às 7 da manhã, com todos os episódios revistos, da primeira saga de moto, desta dupla (Ewan McGregor & Charlie Boorman)...
London to New York, atravessando o leste europeu e vagueando pelo norte da América...
Uma estrutura bem mais rudimentar que a de Long Way Down...
Deu também para perceber como se cria um determinado espírito de grupo e, muito ao de leve, como se prepara uma viagem destas...
Das vicissitudes da escolha das motos a utilizar... engraçado como a KTM não acreditou que eles conseguissem, recusando a escolha preferencial de Boorman (e a BMW ganhou uma bela aposta publicitária)...
Passando pelas dificuldades com as embaixadas, os vistos, um operador de câmara sem carta de moto...
A preparação que apesar do que referi, apenas está ao alcance de alguém com uma estrutura por trás...
Dos treinos de sobrevivência, aos de mecânica e off-road (mais uma vez fornecidos pela marca bávara)...
O menu é sensivelmente o mesmo da segunda série...
Três motos, dois carros de apoio e um sonho concluído com sucesso...
Treze países visitados...
32.000 km... em 115 dias...
Repetem-se as atribulações entre fronteiras...
E o laço que se formou com a UNICEF... dói ver como ainda se sofre por causa de Chernobyl, tanta vida devastada e tanta criança sem futuro...
A beleza do Cazaquistão e suas gentes...
A dureza da Mongólia...
O magnífico espírito de equipa para atravessar a Estrada dos Ossos (conhecida assim pelos cadáveres enterrados na mesma, aquando da ditadura estalinista)...
A beleza da vida selvagem...
Obstáculos quase inultrapassáveis...
Os acidentes...
O norte americano é passado claramente mais a correr... porque menos interessante...
Mas o prazer de um objectivo superado, uma experiência de uma vida e uma aventura que, se percebeu mais tarde, não ficar apenas por ali...
Mais uma grande série...
O mesmo despertar de vontades...

Este ano, será de viagens (duas marcadas, dez por definir)... uma delas, será de moto...
BMW, Ducati ou KTM? ;)

domingo, 25 de outubro de 2009

Flash Forward

A propósito de futuro...
Sabê-lo, poderá ser interessante?
Não creio... não gostaria de saber o que me vai acontecer daqui a 7 meses ou em qualquer outra altura...
É disso que trata a série do ano...
Um suposto blackout integral de toda a população mundial, com visualização futura, de cada indivíduo, do seu dia 29 de Abril de 2010... esconde uma conspiração com contornos muito interessantes...
Excelente série... com o excelente Joseph Fiennes (ainda se recordam do seu Shakespeare?), como principal protagonista... de episódios que se devoram à velocidade da luz e cujo próximo apetece ver de imediato... a série irá terminar... sabem quando? No próprio dia 29 de Abril de 2010... Brilhante!

A grande questão é essa mesmo... gostariam de saber o vosso futuro?
Eu, decididamente, não...
o que se vê são pessoas a pensarem desenfreadamente como evitar/alterar algo (morte/traição/alcoolismo)...
Condicionar o presente, em função do futuro, não me parece boa solução...
Imprevisível sabe muito melhor... é esse o sal da Vida....
O que será, será...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Long Way Down


Tudo começou há muitos anos atrás... sonho de miúdo, fazer viagem de moto pela Europa...
Sonho constantemente adiado... em 2005, comecei por comprar um livro chamado «Long Way Round», onde dois actores, um deles, o muito conhecido, Ewan McGregor (e Charlie Boorman) se aventuraram entre London e New York numa viagem que atravessava o leste europeu e o norte da América...
Passados quatro anos, comprei novo livro «Long Way Down», mesmos protagonistas mas indo de John O'Groats (topo da Escócia) até Cape Town (África do Sul)... ambos os escritos permaneceram quase intactos na minha biblioteca... tendo lido umas quantas páginas do primeiro... fui comprando (não lendo) mais livros de viagens, com as motos no papel principal, mas nada de relembrar o velho sonho...
Depois, veio a Vespinha, contando no seu blog a descoberta da série que, confesso, apesar dos livros não me tinha dado conta que existia...
Passaram mais uns quantos meses e dei-me conta desta segunda série na FNAC, não hesitando na sua compra...
Para mim, a melhor série que alguma vez vi...

Ingredientes?
Três motos, dois carros de apoio e um sonho concluído com sucesso...
Escócia, Inglaterra, França, Itália e mais catorze países em África visitados...
32.000 km... em 85 dias...
Muito bem filmada, apesar da componente aventura diminuir significativamente face à primeira série (que agora estou a visionar - Obrigado, Vespinha!), graças aos inúmeros apoios que obtiveram após o sucesso daquela...

A passagem pela Bella Itália... e eu que comecei a «devorar» os episódios logo após o regresso de Roma (engraçado ver o que tínhamos experenciado poucos dias antes)...
As dificuldades e atribulações entre fronteiras...
A grande Amizade entre os dois protagonistas... única forma de poder vivenciar uma experiência desta dimensão...
As magníficas ruínas romanas espalhadas por diversos países (lindíssima, a cidade Leptis Magna, Líbia)...
A beleza fantástica de África... bem como a beleza e generosidade das suas gentes...
As cataratas de Victoria Falls (o mais bonito de todos os locais visitados)...
A riqueza da fauna...
O amor e paixão verdadeiramente reais e exuberantes de Ewan por Eve e a coragem desta (aprendeu a andar de moto para fazer uma parte da viagem)... lindo! Só mesmo vendo...
Esta é a forma perfeita (de moto) de conhecer África, segundo Boorman...
Concordo e ainda bem que foi filmada...
Amei esta série...

Agora visiono a primeira e desde que iniciei esta saga... retomei o meu velho sonho...
A ideia será ir de Lisboa a São Petersburgo (se chegar apenas a Itália, já ficarei feliz)... em 2011...
Para 2010, reservarei um teste para o nosso país e eventualmente Espanha...
E para 2012... já tenho dois companheiros de viagem para a Route 66, nos EUA... esta será de Harley...
Até lá... tenho de comprar a montada (BMW ou KTM? A futilidade de 2010 está a caminho da decisão), tirar a carta constantemente adiada e preparar as viagens...
Mas com exemplos destes, dá mesmo muita vontade...

Por último, uma nota mais importante, talvez a maior desta série...
As constantes chamadas de atenção para o flagelo da SIDA, para a forma como a doença afecta as crianças e como estas superam a mesma, com trabalho possível da UNICEF... dá que pensar naquilo que nós consideramos como problemas...

A propósito deste tema, ontem fiquei deslumbrado quando voltei a retomar o contacto com a minha Amiga Su e percebi que tinha acabado de aterrar no Rio, para um mês de voluntariado na favela da Rocinha...
Só ao alcance de uma Mulher fantástica!
Boa sorte, Amiga!

terça-feira, 14 de abril de 2009

The Company

Sempre adorei tudo o que tenha ver com «spooks»...
A espionagem é um mundo vibrante, tanto quanto a vida real...
Dois dias atrás assistia a um filme com a seguinte quote:
«Nada é o que parece»... tal e qual a nossa vida, não?
Detenho-me na mini-série «The Company» que, creio nunca ter sido transmitida na tv portuguesa e que «devorei» nos últimos dois dias...

Baseada na obra de c. 900 pp de Robert Littel, publicada em Portugal pelas Publicações Europa-América, retrata as actividades da CIA (conhecida pelos seus funcionários como 'A Companhia'), durante um período de 40 anos e a sua intervenção em acontecimentos que originaram crises mundiais (Berlim, a invasão soviética de Budapeste, Cuba e a invasão da Baía dos Porcos, o crash das bolsas de 1987, o golpe de estado contra Gorbatchov).
Os personagens revelam muito sobre os quase cinquenta anos desta complexa e poderosa organização. À volta do seu núcleo, desenrola-se a caça à 'toupeira' (espião infiltrado) que envolve a CIA, o MI6, o KGB e a Mossad — primeiro, o famoso espião duplo Kim Philby que fugiu para Moscovo, depois pelo não menos conhecido 'Sasha' que levou à quase loucura James «mother» Angleton (brilhantemente representado por Michael Keaton), um paranóico e verdadeiramente real chefe da contra-espionagem, que chegou a chamar espião soviético a Kissinger e que durante 30 anos tentou descobrir a verdadeira identidade do espião infiltado na cúpula da organização.
É também o autor da célebre expressão «wilderness of mirrors»... mais uma vez, «nada é o que parece»...
Não menos interessante é o desempenho de Alfred Molina como o sombrio 'The Sorcerer', um dos mais importantes homens de campo da CIA.
A Companhia narra a emocionante história de agentes encarcerados em vidas duplas, combatendo um inimigo amoral, esquivo e terrível, um combate que muitas vezes é contra eles próprios...
Excelente fotografia... brilhantes desempenhos e realização...
Produção a cargo dos famosos Scott (Ridley e Tony).
Para apreciadores de histórias bem contadas...

«Don't get lost in the wilderness of mirrors»