segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mea (des)culpa

Por vezes, necessitamos levar com uma bigorna ou um taco de basebol na cabeça, para «cairmos na real»...
A nossa consciência altruísta, pode revelar-se em determinados momentos de um egoísmo exacerbado...
Exaltamos as piores características que temos... algumas que até nos custam a acreditar que existam em nós...
Damos connosco a pensar: «este não sou eu!»
E no entanto, erramos...e muito pior, teimamos no erro... atropelamos, magoamos... aqueles de quem mais gostamos...sem razão aparente... sem nos consciencializarmos, que os outros não pensam como nós... não têm de estar sujeitos à pressão que gostamos de sentir... nem têm de vivenciar ao nosso ritmo...
Enleamo-nos numa teia de equívocos, que acaba por ter como único destino, o sufocar do que pretendemos criar... e em última análise, a nossa própria agonia...

Quando consideramos que somos muito melhores... porque crescemos... porque evoluímos... algo ou alguém acaba por nos demonstrar que ainda temos muito caminho para trilhar... muito para crescer... muito para evoluir... e que há coisas que, definitivamente, não queremos voltar a repetir!
Mea (des)culpa!

12 comentários:

guvidu disse...

é claro que os teus verdadeiros amigos te sabem humano, logo, desculpam a tua teima e vão querer que amadureças com esta experiência.

conselho- um passeio à beira-mar e um geladito no santini ;)

sorriso

CarlaSofia disse...

E a vida é esta constante aprendizagem...
bj

Aime disse...

Só te conheço daqui... e é bom saber que tens a capacidade de pedir desculpa... não é comum.
Sweet kisses

só 1 mulher disse...

Admitir um erro, é algo que poucos conseguem.. faz-nos "crescer", aprender.. e evitar próximas vezes... é assim a vida

1 beijinho

utopista disse...

Volta. ´tás perdoado :)

Agora noutro registo. Temos uma queda (cultural) para nos assumirmos exclusivamente como seres racionais. Desprezando a nossa animalidade, as nossas pulsões, os nossos vulcões. E, esquecendo isto, esquecemos uma parte de nós, traçando horizontes que não consideram toda a realidade.
E depois é claro que os relâmpagos nos perturbam, as cinzas vulcânicas nos manietam. E mesmo que disto nos lembremos "há sempre qualquer que está para acontecer / qualquer coisa que eu devia perceber / Porquê? não sei / não sei... ainda".

PSousa disse...

Búzio,

os meus Amigos conhecem-me bem, mas esta realidade ultrapassa em muito a amizade...

Obrigado pela força!

Bj

PSousa disse...

É, Carla, às vezes esquecemo-nos disso...

Bj

PSousa disse...

Aime,

a educação que me deram, obriga a que assim seja... pena ter perdido essa noção em determinados momentos... pena que aja por instinto... pena de ter pena...

Sem pena de mim.

Obrigado

PSousa disse...

Obrigado, Mano! Esta já percebi... da pior maneira... as nuvens de cinza concentraram-se por aqui...

Quanto ao voltar... conta comigo no final do mês... aí estarei para matarmos saudades e outras coisas tb...

Aime disse...

...e perdoar. Consegues?
Quem magoaste, conseguirá?


Gosto da música.

PSousa disse...

Aime,
perdoar, consigo... sempre!
Impossível ficar chateado com Alguém por muito tempo... feitio complicado este, que gosta de ver todos como Amigos e que mesmo que por impulso diga, sinta algo menos interessante... acaba por ser o primeiro a dar o passo da paz...
«Não sou deste mundo», é o que está escrito numa determinada t-shirt que por vezes envergo... há dias que é assim que me sinto...

Perdoados ficamos, mas não se volta atrás...

(Não concebo Vida sem música, faz parte)

Bj

sonjita disse...

É complicado desligarmos-nos da nossa forma de pensar e de agir para tentarmos ver as coisas por outros olhos... a razão é sempre nossa :)

beijinhos